Segundo proposta do Ministério dos Transportes, 19 trechos de estradas seriam privatizados, o que significa quase 9 mil quilômetros
06 de maio de 2012 | 3h 04
RENÉE PEREIRA – O Estado de S.Paulo
O forte apetite dos investidores nos últimos leilões de concessão acelerou os planos do governo federal de transferir novas rodovias para a iniciativa privada. Em meados do mês passado, o Ministério dos Transportes apresentou à equipe da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, proposta de 19 trechos de estradas com potencial para concessão.
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O crime por encomenda ganha nova roupagem, mas a intolerância e a impunidade continuam lá
05 de maio de 2012 | 16h 03
Mônica Manir, de O Estado de S. Paulo
Diz que foi por R$ 50 mil que sete perderam a vida em Doverlândia. O planejado – suspeita-se – era matar um só, Lázaro de Oliveira Costa, proprietário de terra e ex-presidente do Sindicato Rural da cidade goiana. Mas a degola sobrou para seu filho Leopoldo, para um vaqueiro e para dois casais que estavam na fazenda errada e na hora errada, nesse crime de pistolagem que aterrorizou o noticiário desde sábado retrasado, 28 de abril.
Até agora apenas um assumiu o assassinato: Aparecido Souza Alves, moço de 22 anos, pego em flagrante no dia seguinte com um celular e uma carabina que pertenciam a Lázaro, mais roupas e um par de tênis tingidos de sangue. Aparecido dedou Alcides do Supermercado, futuro sogro de Leopoldo, como mandante da chacina e apontou um sobrinho do fazendeiro e um pistoleiro como seus comparsas. Alcides e o sobrinho foram presos, mas negam qualquer centavo de participação.
Se o assassinato tem mandante, mandado, vítima e dinheiro envolvidos, eis um crime de pistolagem, diz César Barreira. Estudioso dos crimes por encomenda, nome inclusive de um livro seu, ele explica que um é sinônimo do outro, mas que ambos estão tomando forma difusa nos últimos tempos. “A pistolagem era típica de disputas por terra e voto, porém hoje também serve para resolver conflitos com vizinhos ou para cobrar pequenas dívidas.”
O pistoleiro mudou de perfil – “qualquer pirangueiro pode ser um” –, o cavalo foi trocado pela moto, o meio rural foi engolido pelo urbano e surgiu até um corretor na história. No entanto, a impunidade, a intolerância e a banalização da vida continuam presentes nesse tipo de crime que vigora no Brasil desde o século 19 e que César Barreira, sociólogo cearense, professor da Universidade Federal do Ceará e coordenador do Laboratório de Estudos da Violência da mesma universidade, reconstitui a seguir.
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O post anterior me faz lembrar a licitação vencida pela Embraer. Nós somos “moles”? Vencemos uma batalha e ninguém questionou! Ficou por aquilo mesmo!
Agora, incrivelmente, a “lei” vale para nós? Ué! Algo está muito errado nessa história!